Mutações no coronavírus tornam-no resistente ao uso de máscara e desinfeção de mãos, diz estudo – Correio da Manhã

O maior estudo genético ao coronavírus levado a cabo nos Estados Unidos da América, revelado esta quarta-feira, sugere que as mutações do mesmo estão a torná-lo cada vez mais resistente, ou seja, mais contagioso, segundo o jornal britânico The Telegraph.

Cientistas de Houston analisaram mais de 5.000 sequências genéticas do coronavírus mas não concluíram, no entanto, que as mutações tornaram o coronavírus mais mortal.

As conclusões sugerem que o uso de máscara, a desinfeção das mãos e o distanciamento social poderão não ser suficientes para evitar ser infetado por algumas estirpes do vírus, como se pensava até ao momento. “Todas essas coisas são barreiras à transmissibilidade ou contágio, mas à medida que o vírus se torna mais contagioso é estatisticamente mais fácil escapar a essas barreiras”, explicou David Morens, virologista do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infeciosas.

“Demos muitas oportunidades a este vírus”, disse o autor do estudo, James Musser, do hospital de Houston Methodist ao jornal norte-americano The Washington Post. “Há uma população enorme agora por aí”, continuou.

Para David Morens as descobertas apontam para a forte possibilidade de que o vírus, à medida que se espalha pela população, se tenha tornado mais transmissível e que isso “pode ter implicações na nossa capacidade de controlá-lo”, disse à mesma publicação.

O investigador alerta ainda para o facto de que a descoberta pode ter implicações para a criação de vacinas. “Embora ainda não saibamos, é bem possível que o coronavírus, quando o nível de imunidade da nossa população ficar grande o suficiente, encontre uma maneira de contornar a nossa imunidade”, acrescentou Morens em entrevista ao The Washington Post.

Os Estados Unidos da América têm registado milhares de casos diários de infeção pelo novo coronavírus.

Share:

Geef een reactie