“Gosto” do Papa em foto de modelo em lingerie desagrada ao Vaticano – Jornal de Notícias


A modelo brasileira Natalia Garibotto reagiu com humor a um “gosto” do papa Francisco na conta oficial do Instagram em que a jovem desvela fotos em trajes menores e provocatórios. Mas o Vaticano não gostou nada deste “like” e pediu explicação àquela rede social.

“Pelo menos vou para o céu”, escreveu Natalia Garibotto em reação a um “gosto” colocado pela conta oficial do Papa Francisco num posto provocador e erótico que a modelo de 24 anos subiu à Internet. Visto a 13 de agosto, o “gosto” que desagradou ao Vaticano foi entretanto removido da publicação, uma foto em que a jovem se mostra como uma menina de colégio quase despida.

Pelos cânones mais conservadores da Igreja católica, a conta de Instagram de Natalia não é o melhor caminho para o céu. Na galeria sobra muito corpo despido às roupas que exibe a mais de 2,5 milhões de seguidores, em poses e trajes frequentemente provocadores e pouco condizentes com o recato católico.

Ao papa Francisco que, contrariando anos de ortodoxia católica considera divinos os prazeres do sexo e da comida e defende o direito do casamento entre homossexuais, no mais puro sentido cristão de “todos são filhos de Deus” talvez não o incomodasse a ascensão de Natalia aos céus, tão-pouco a pouca roupa com que a jovem se exibe nas redes sociais.

Mas , para o Vaticano, o “like” da conta oficial do Papa numa foto de uma jovem em trajes provocadores é um assunto sério. Conta o jornal britânico “The Guardian”, a “sede” do governo da Igreja católica já pediu explicações e quer saber como um “gosto” de Franciscus foi colado à imagem desnuda da jovem modelo de 24 anos.

“Podemos excluir que o gosto tenha sido colocado pela Santa Sé. Foram pedidas explicações ao Instagram”, disse um porta-voz do Vaticano àquele jornal britânico.

O papa tem grande presença nas redes sociais, com 7,4 milhões de seguidores no Instagram, mas não segue ninguém, e cerca de 19 milhões no Twitter, mas raramente escreve algo e, muito menos, dá “likes” noutras contas.

“O papa não é como Donald Trump, não se senta por aí com o telefone ou o computador” a escrever “tweets”, explica Robert Mickens, editor do jornal católico “La Croix”, a trabalhar em Roma.

“Aprova os tweets – mas não os likes – e em ocasiões muito raras disse que gostaria de escrever alguma coisa face a situações de emergência. Por isso, não terá nada a ver com isto”, acrescentou Mickens, em declarações ao “The Guadian”.

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