Dérbi serve para respirar melhor – zerozero.pt

Não desiludiu o dérbi do Minho. O ambiente estava bom, as equipas lutaram, mas apenas uma teve arte. Essa equipa foi o Braga que saiu de Guimarães com uma clara e motivadora vitória por 0x2 para a Liga, respondendo assim à pressão que tinha chegado à equipa depois do empate contra o Famalicão.

António Salvador tinha pedido mais Braga e a equipa (e o treinador) mostraram isso mesmo. Já Ivo Vieira terá poucas explicações para a falta da inspiração da sua equipa, sendo que este foi o jogo onde mais se notou as muitas ausências, especialmente no meio-campo.

Problemas no meio de um e aproveitamento do outro

©Vítor Parente / Kapta+

Foi um V. Guimarães organizado o que entrou em campo. Ainda assim, a equipa de Ivo Vieira deu a ideia de não estar preparado para um Braga tão forte nos primeiros minutos. Talvez sabendo da pressão que este jogo estava a acarretar para a sua equipa, Ricardo Sá  Pinto procurou arrancar no jogo com um «murro na mesa».

Essa boa entrada resultou em duas grandes oportunidades. Numa delas brilhou Douglas, negando o 0x1 a Ricardo Horta quando já se festejava no banco visitante. Esses momentos de perigo despertaram o Vitória para o jogo e a equipa da casa passou a ter mais bola, ainda que tivesse um problema muito complicado para resolver.

Esse problema prendia-se com a dupla no meio-campo composta por Poha e Al Musrati. Os dois apareceram na partida completamente «perdidos» e o Braga percebeu cedo isso. A pressão sobre essa falta de capacidade de construção era imediata, com os arsenalistas a estarem confortáveis com as saídas rápidas de um trio atacante que é dos melhores no nosso campeonato.

Foi com uma dessas saídas que que o Braga chegou ao 0x1. Muito bem Paulinho a começar o lance de calcanhar e a finalizar depois após um cruzamento rasteiro de Esgaio. Uma vantagem conquistada na melhor fase do adversário e um festejo efusivo de uma equipa e treinador que sabiam que esta partida podia ser decisiva.

©Vítor Parente / Kapta+

O golo afetou muito o Vitória e isso sentiu-se até na segunda parte. A equipa da casa tinha mais bola, mas tinha muitas dificuldades em  construir sem ser em lances individuais pelos flancos, sem grande decisão no seu final.

Por seu lado, o Braga percebia que a melhor forma de estar no jogo era dando o jogo ao rival e saindo nas transições rápidas por Galeno, sendo que foi mesmo assim que  chegou o 2×0. Uma abordagem dos jogadores vitorianos numa saída para o ataque, uma recuperação alta e um forte remate de Galeno que furou as mãos de Douglas.

Até ao final viu-se isso mesmo. Um Braga tranquilo na sua postura defensiva, explorando a velocidade no ataque para manter em sentido o Vitória.

Não tinha sido assumido, mas todos percebemos que uma derrota no dérbi seria o fim da linha para Ricardo Sá Pinto. Foi uma resposta de guerreiro e de guerreiros. O Vitória acabou por ficar muito longe do que se viu contra o Arsenal e do título de «a equipa que melhor joga em Portugal».

Share:

Geef een reactie

Het e-mailadres wordt niet gepubliceerd. Vereiste velden zijn gemarkeerd met *